2 de ago de 2011

Encontros de Julho


"Ontem passei o dia todo pensando em você. Pensando em nós quando nossas mãos se tocaram na nossa última despedida. Passei lembrando do teu cheiro, um misto de perfume doce e um leve toque de um cigarro que você insiste em fumar escondido antes de eu chegar, acreditando talvez me enganar dizendo que vai parar com o vício.
Lembrei do teu sorriso simples e tímido. Seus olhos grandes feito 2 pérolas negras que me puxavam pra dentro, querendo que eu fosse mais que um visitante comum. Seus lábios rosados quando tocaram os meus, demonstrando que aquele seria nosso último beijo.
Estranho isso, passei minhas férias todas como se já lhe conhecesse faz tempo. E como todos esses anos eu pude passar sem cruzar contigo? Foi tão essencial, uma cumplicidade única que nos rodeava até ontem. Um amor (aparentemente) incondicional e consumado numa noite, a meia luz de velas e incessos - que me faziam tossir feito louco e me trouxeram uma alergia braba depois. As únicas vozes que se ouviam era a de nossos corpos conversando, se descobrindo sem pressa, sem medo e com segurança. Segurança de quem faz o que tem vontade, quando se está preparado pra unir-se duas em uma só alma.
Mas parece que tudo não passou disso. Não passei de mais um em tua lista e não sou criança pra dizer que você também não passou disso. A questão é que sempre penso que as coisas vão se acertar por si só e com pouco tempo descubro que não é simples assim. Nessas horas romantismo não cura lapsos de cafejeste ou de pura diversão. Diversão... é a definição correta.
Andando sozinho de volta pra casa - já passava das 2 da madrugada quando deixei seu apartamento - entendi que aquele amor não passou de um amor de férias. Que mais uma vez enganava o coração pensando que podia durar e tornar-se algo bom juntos. E apesar de tudo que rolou, não guardo mágoas, nem arrependimentos. Só guardo os bons momentos, nossos bons momentos.
Hoje, depois de 3 meses descubro que mudou-se pra cá de vez, que frequenta a mesma faculdade, que temos amigos em comum até - um deles está na sua mão agora como antes você pensara que eu também já estive, pronto para ser mais um divertimento animado. Não me culpo, nem te culpo por nada, mas o tempo mostrou quem é quem e como tudo pode mudar. Hoje eu acredito."

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