29 de abr de 2009

>>> O Diário de Rodrigo


Capítulo II - Eu espero

Meu coração naquele momento não estava muito legal. Acreditava nas ilusões dos meus pensamentos, parecia um ser que teimava em não aceitar a verdadeira realidade.
Pois é, quem vinha na minha direção neste momento era a Lhaíz. Ela era linda - mesmo sendo suspeito pra falar - tinha cabelos pretos longos, pele branquinha, olhos cor de mel, inteligente e simpática.
Conviviamos juntos desde o primário, mais precisamente na 2ª série do colegial. Nossa amizade durou muito tempo e só crescia desde então. Tá bom vai, teve seus altos e baixos como todas por aí, mas ainda estava firme. Me sentia esquisito, um misto de angústia e solidão. Rejeição e amor, um gostar e desgostar juntos.
Fazim exatamente dois dias... dois longos dias após ela ter me dado o maior fora. Eu havia me declarado pra ela e dizia tudo o que estava guardado dentro de mim. Na verdade não tinha nenhuma chance realmente visível entre nós, apenas oportunidades repentinas e derradeiras dela por mim. Como ligeiras conversas e tiradas bem humoradas mas com um fundo que margeava outras conclusões. Enfim, a verdadeira amizade foi o que relamente restou entre nós.
Naquele momento na praia, ela vinha em minha direção - e realmente não sabia direito como ia ser, acho que falaria um monte de bobagens ou coisas vãs, talvez um simples oi - entretando fui salvo. Quando se aproximara mais, um carro escuro e com vidros fumê se aproximou dela buzinando. Era mãe dela, a dona Gil. Com isso só deu tempo de um singelo tchauzinho com a ponta dos dedos delicados que a Lhaíz tinha.
A partir daí, pude pensar melhor sobre minha vida até aquele momento. Lembrei dos amigos que não via mais, das músicas que toda galera gostava de escutar, do quanto era bonito poder ver o sol se pôr nos fins de tarde das sextas livres. Dos tempos em que eu era muleque e tinha um sorriso mais alegre a cada dia e das flores no início da primavera. Da inicial carreira profissional que começava a trilhar, das responsabilidades que nasciam e dos amores que tive, dos quais não tive também recordações muito positivas.
Desde então, decidi mudar. Crescer sabe, traçar uma nova caminhada pra vida. Começara a me dedicar a mim mesmo e aos meus familiares. Comecei a cuidar mais da saúde, do corpo - até aumentei as idas à academia - e me dediquei totalmente ao meu trabalho.
Não quis mais saber da Lhaíz, nem daquelas pessoas que me fizeram sofrer. Mesmo que este sofrimento não tenha sido proposital mas marcaram pra vida toda.
Deixei pra trás os brinquedos, as ilusões descabidas, a moleza e certa parte da inocência de menino. Lembranças desse menino mesmo que tinha vergonha de ser gordinho e ter que aguentar zuações e menosprezos devido ao fato. Da timidez que insistia em me visitar, da solidão que sintia, mesmo com os colegas por perto não me via relamente com pessoas em que confiava, e que ninguém compreendia, parecendo sempre o diferente em tudo.
Aprendi muitas coisas na vida particular, sou muito observador, e isso me levou a descobrir mundos que até então não existiam no meu próprio mundo. A vida começava a me ensinar sobre as pessoas, a sanar as dúvidas que trazia comigo desde pequeno. No campo profissional, deixara o último emprego na livraria do shopping - em que passei quase 6 meses incluindo o último verão- para ingressar numa das firmas mais tradicionais no ramo fotográfico local. Pude descobrir o porque momentos felizes não são guardados em lugares grandioso, mas apenas uma foto pode reacender toda magia daqueles simples instantes felizes e inesquicíveisl que vivemos. Estava "chic" pra caramba mano, hehehh, tinha mesa própria, cursos e aprimoramentos necessários pra seguir no ramo.
Assim iniciei mais uma etapa de minha simples vida. Espero dias melhores daqui pra frente. Que possamos valorizar mais quem amamos, pensar antes de falarmos qualquer coisa - uma vez que palavras podem ferir mais que facas ao peito - e nunca deixar de acreditar e de sonhar os nossos sonhos.
Por mais complicado que se encontrar o caminho, por mais que a as dificuldades assolem o momento e a solidão assuste acredite em você e em quem te fortalece. Essa é a essência.

5 de abr de 2009

>>>Notícias de Domingo


É bizarro- Estudante processa prefeitura por não ter beijado ninguém em micareta no interior do Acre

Revoltado por não ter conseguido beijar ninguém em um carnaval fora de época promovido pela Prefeitura de Guararapes do Norte (230 km de Rio Branco - Acre) no último mês de maio, um estudante universitário ajuizou uma ação judicial bastante inusitada. Ele foi à Justiça pedir indenização porque "zerou" na micareta.

O rapaz pediu indenização por danos morais, alegando que "após quase dez horas de curtição e bebedeira não havia conquistado a atenção de sequer uma das muitas jovens que corriam atrás de um trio elétrico". Ainda segundo o autor, que diagnosticou na falta de organização da Prefeitura a causa de sua queixa, todos os seus amigos saíram da festa com histórias para contar.

Em sua contestação, a Prefeitura de Guararapes do Norte ponderou tratar-se de "demanda inédita, sem qualquer presunção legal possível", porque não caberia a ela qualquer responsabilidade no sentido de "aliciar membros da festividade para a prática de atos lascivos, tanto mais por se tratar de comemoração de caráter familiar, na qual, se houve casos de envolvimento sexual entre os integrantes, estes ocorreram nas penumbras das ladeiras e nas encostas de casarões abandonados, quando não dentro dos mesmos, mas sempre às escondidas".

Apesar da aparente inconsistência da demanda judicial, por seus próprios méritos a ação ainda ganhou força antes de virar objeto de chacota dos moradores da cidade, em virtude do teor da réplica apresentada pelo autor, que contou com um parecer desenvolvido por doutrinador local, asseverando que "sendo objetiva a responsabilidade do Estado, mesmo que este não pudesse interferir na lascívia dos que festejavam, o estudante jamais poderia ter saído tão amuado de um evento público".

Ao autor da demanda, no entanto, como resultado de uma "aventura jurídica" que já entrou para o folclore do município, não restaram apenas consequências nocivas. Afinal, em que pese a sentença que deu cabo ao processo ter julgado a demanda totalmente improcedente, o estudante se saiu vitorioso após ter arranjado como namorada uma funcionária do setor de aconselhamento psicológico do município, que passou a freqüentar por indicação do próprio magistrado responsável pelo encaminhamento do caso.

Segundo a própria Municipalidade, tal acontecimento afetivo ocorreu sem nenhuma participação do Estado.
Caraca!! É mole?

>>> Curiosidades

Você já ouviu muitas vezes sua mãe ou sua avó dizerem que dormir de barriga cheia faz mal, mas como a maioria das pessoas não deu a mínima, jantou e dormiu logo em seguida e passou mal. Pois é, para essa crendice popular há duas vertentes. A primeira é de que isso não tem fundamento, segundo uma nutricionista , é que ao dormir logo após o jantar pode haver certo desconforto como, queimação ou azia. Esclarece que a maior causa de mal-estar é o tipo de alimentação que é feita no período noturno, pois à noite nosso organismo se encontra mais lento em suas atividades habituais, em especial a digestão.

Quando se ingere alimentos mais calóricos, a tendência é sofrer desconforto, ao contrário do que acontece quando se ingere alimentos mais leves como saladas. Já para a segunda vertente, essa crendice é totalmente verdadeira, afirma que o único mito é de que se devem ingerir carboidratos somente até as 18h. Ela esclarece que o problema está é no horário em que a pessoa vai se deitar, pois o recomendável é aguardar duas horas após a refeição para repousar, e atenta para o detalhe de que é importante fazer alguma atividade nesse período, mas nada de exercícios físicos. Também atenta para o fato de que alguns incômodos podem ser ocasionados pela digestão mais lenta no período noturno.

O gastroenterologista Thomas Szegö ratifica ser benéfico descansar após qualquer refeição, lembrando que descansar é, ao contrário de dormir, repousar. Essa prática é muito importante porque é necessário que o sangue se concentre no aparelho digestório para realizar a digestão. Aproveita ainda para desmistificar a questão de que entrar debaixo do chuveiro ou algo do gênero, gere algum problema à saúde, só não pode é nadar, pois isso gera uma competição entre os músculos e o sistema digestório pela irrigação sangüínea.

vlw!!

>>> O Diário de Rodrigo


Capítulo I: Hoje sou eu?

Eu me chamo Rodrigo e a partir de hoje gostaria de contar um pouco da minha vida.
No dia 5 de agosto de 1991 nascia uma criança rosadinha, risonha e muito feliz.
Esse mais novo membro da Família Mendez - tradicional na cidade de Guarapari,ES- continuava a perpetuação da nova geração daquela gente e do seu sobrenome.
O tempo passou e cerca de mais ou menos 17 anos,eu já me tornara quase um homem. Sabe, eu sempre fui muito certinho, seguia sempre as régras, era bom aluno e me sentia bem com isso tudo. Na infância eu era gordinho, baixinho em relação aos amigos e bem humorado também. Fui muito trânquilo, não dei tanto trabalho aos meus pais- sendo que as vezes eu gostaria de ter feito-me mais presente- e adorava estar com a família reunida.
Mas voltando, hoje é o primeiro dia de aula, que por sinal será o último dia em que eu falarei que será o último primeiro dia na escola ou de aula. Vocês entenderam? Ah, deixa pra lá. Eu inicio hoje o terceiro ano do ensino médio. Esperava muito pela chegada desse momento. Quase maior de idade, sem preocupações, só festa, muitas gatinhas... opah! Mais da metade do que tinha dito anteriormente eram meras ilusões. Quase nem dormi na noite anterior, ansiedade, de que não sei direito. Volta e meia eu sentia essas coisas. Resultado, acordei atrasado. Sai correndo, mal tomei café da manhã e a sorte foi que a escola não era muito longe da onde eu moro.
Ao chegar tratei logo de achar alguns velhos amigos - os mais velhos amigos que eu tinha naquele momento eram resultados dos últimos três anos, em que mudei de colégio- e me juntei sem pensar.
A cena era a seguinte: muito gente se abraçando, contando as novidades, gatinha novatas e um clima bom para o início. No início é sempre assim. Encontrei o resto da galera, que saudade que eu senti. Abracei forte a Antônia - esta foi a menina mais legal que eu conheci desde que me mudei pra lá; ela era branquinha, cabelos cor de mel, olhos pequenos e uma personalidade forte; daquelas duronas mesmo que não gostam de brigar mas quando brigam sai... porque se não o bicho pega - e em seguida vi a Marina chegando - está daí era a menina, inteligente, gente boa, boa praça, mas que sabia a hora certa de agir e se fazer presente.
O dia passara rápido, coisa que mal senti e logo estava com a tarde livre pra aproveitar.
Porém, a preguiça uma amiga próxima me apertou forte pra caramba e acabei dormindo.Pela noite resolvi dar uma volta pela orla da praia. Sentei-me num banquinho predileto meu e vi o mar, senti a brisa. Comecei a pensar em mim e fiz um balanço.
Em toda minha vida eu observei demais a vida das pessoas a minha volta, como se aquilo tudo fosse um filme em que eu não estava no elenco. Me sentia solitário as vezes, diferente... quase um ser de outro mundo. Na vida profissional - se é que eu tinha alguma, ao menos acredito que tivesse - eu tinha arranjado empregos legais, ganhava meu dinheiro, eu sei que era pouco mas era meu. Na vida amorosa, não tive muito sucesso. Sempre fazia tudo errado, era desastrado, desajeitado e risonho quando nervoso. Como pode ser em pleno século 21 - onde tudo está mais fácil, rápido e prático - um garoto de 17 anos, que já trabalhava mas que guardava grandes segredos... um deles... ser b.v. As vezes eume sentia um lixo por isso, achava que todos eram melhores que eu. Não sei se vocês me entendem, mas sabe aquela hora em que até o giga nerd da sua sala- é esse mesmo que usava fundo de garrafa, tinha dentes trepados e avantajados sem falar do cabelo lambido pela vaca, credo - já pegara uma mina e ficou com ela a noite toda. Pra terminar ficava no fundo, mas bem no fundo, rindo da sua cara e escrevendo bem assim pra você:
TROUXA!!!
Pois é, era assim que eu me sentia. Todos os meus amigos enchiam o saco, me zuavam até a alma e eu só na esportiva. A única coisa que acalmava era o fato de me sentir maior que tudo isso, saber que na hora certa saberia agir, saberia conquistar uma gata. Ah e sem falsa modéstia eu arrebentava na dança, dançava fácil e só agarrava as melhores em todas as festas que ia - mas que no final nenhuma destas queria alguma coisa comigo.
Ouvi um barulho esquisito e um perfume pairavava pelo ar da praia. O barulho era um cachorro sem dono pisando nas folhas secas e o perfume...ahh o perfume era familiar. Pois bem, quando olho pro início da orla, quem que estava se aproximando? Era a Lhaíz... e o resto... eu conto numa outra oportunidade!
Vlw!!
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